É tempo de levar para longe
O que há de velho no horizonte
E fazer a prospecção dentro de nós,
Em que a escura noite grita sem ter voz.
Que esse garimpo intestino, de noss’alma
Presa entre escombros de tudo,
Não silencie ante a covardia que acalma
Antes do próximo absurdo.
Redescobrir a gema preciosa no gesto
De acolher a mão que pede como irmã
E reconhecer no olho...
