No derradeiro segundo
um sol mortiço
caía sobre a vida,
matéria-prima da tua existência,
em meros respingos de mansitude
no rusca-rusca incandescível
das tardes urbanas
de onde saem devarinho
as mariposas chinesas
para esvoaçar ao redor
de tua cabeça de porcelana
tão frágil, tão rara...
