Há tempos a
Veja deixou de fazer o jornalismo que a consagrou, desde quando foi criada, durante a ditadura, em 1968, até a decisiva cobertura do governo Collor. Desde então, tem produzido o que de pior o nosso jornalismo nativo tem. Seja com a agressiva e invasiva capa com Cazuza, já bem doente, pouco antes de vir a morrer em decorrência da AIDS, em 1990,l ou com as recentes coberturas tendenciosas e a serviços de terceiros, como bem vem analisando Luis Nassif, no blog
O caso Veja, onde classifica o semanário como "o maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico".
Por isso mesmo se faz mais que necessária a leitura das edições antigas, quando a redação chegou a contar com nomes como Mino Carta, José Ramos Tinhorão, Leo Gilson Ribeiro, Dorrit Harazim, Caio Fernado Abreu, Paulo Cotrim, Raimundo R. Pereira, Silvio Lancelotti, entre tantos outros.
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