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Acervo Digital Revista Veja
 
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Bruno Dorigatti, Rio de Janeiro (RJ) · 20/4/2009 · 120 votos · 1
  
Há tempos a Veja deixou de fazer o jornalismo que a consagrou, desde quando foi criada, durante a ditadura, em 1968, até a decisiva cobertura do governo Collor. Desde então, tem produzido o que de pior o nosso jornalismo nativo tem. Seja com a agressiva e invasiva capa com Cazuza, já bem doente, pouco antes de vir a morrer em decorrência da AIDS, em 1990,l ou com as recentes coberturas tendenciosas e a serviços de terceiros, como bem vem analisando Luis Nassif, no blog O caso Veja, onde classifica o semanário como "o maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico".

Por isso mesmo se faz mais que necessária a leitura das edições antigas, quando a redação chegou a contar com nomes como Mino Carta, José Ramos Tinhorão, Leo Gilson Ribeiro, Dorrit Harazim, Caio Fernado Abreu, Paulo Cotrim, Raimundo R. Pereira, Silvio Lancelotti, entre tantos outros.





tags: São Paulo SP jornalismo-midia veja revista-veja acervo acervo-digital anos-1960 anos-1970


 
Caro Bruno,

Concordo plenamente com a sua avaliação.

Um abraço.

Sérgio.

Sérgio Araújo · Salinas da Margarida (BA) · 20/4/2009 22:50
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