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jessebarbosa26 - colaborações publicadas
Salvador, BA
21 colaborações
últimas colaborações publicadas  
Banco - COM O ONTEM AINDA DIURNO NA MEMÓRIA
11/8/2009 16:04 · 40 votos · 1 comentário


Ouço barulho de mar ali ao longe:
Ele é a ressonância duma saudade insone.


O mar --- ao ler manhãs ---
Aquece sobejadamente a alma,
Por dissabores, desenganos, amargura, flagelos e chagas,
Integralmente lancinada.


As imagens que suscitam a extática contemplação
Orvalham um sinestético mosaico
De orgânicas paisagens,
Ancoradas no pleno afã de orgasmos...
Banco - OS FILHOS DA AVE RENASCIDA DAS CINZAS
2/8/2009 18:00 · 76 votos · 4 comentários


Fôssemos Gaia,
Mandávamos chuva pra elidir a secura.


Fôssemos Gaia,
fazíamos a partilha por igual das terras.


Fôssemos Gaia,
Não daixávamos o povo migrar do campo
Rumo ás favelas.


Fôssemos Gaia,
Tornávamos o Sertão
No mais caudaloso mar exuberante do Atlântico.


Fôssemos Gaia,
Retalhávamos os devotos da Nordestina Desgraça
Com a poderosa...
Banco - POEMA AQUÉM DA POROSIDADE
26/7/2009 04:42 · 55 votos · 6 comentários
POEMA AQUÉM DA POROSIDADE



Meu olhar queda retrátil
Quando sorvido pelo silêncio
Do pensar largo.


Meu fazer nem graceja:
Seu sorriso é cênico
E sorumbático: tem sabor de Mastruz com Carqueja!


Minha jocosa verve
Chora quando readquire
A tez, o sumo
Do deserto e do cabaço.


Então o poema
Nem sangra, nem mija, nem filma, nem escarra,...
Banco - HEMORRAGIA DA ESPERANÇA
25/6/2009 17:36 · 37 votos · 4 comentários
(INSPIRADO PELO FILME BAIXIO DAS BESTAS)


Mulher-coisa
Mulher á venda
Mulher-nada
Mulher com a sua dignidade sangrada
Mulher-carne
Mulher que anda sempre ao largo do direito á privacidade
Mulher alugada á alheia sofreguidão selvagem
Mulher-propriedade
Mulher-objeto
Mulher-sexo
Mulher sujeitada á tirania da demanda
Mulher expulsa do...
Banco - O PRANTO DA ESTRELA DE FOGO
21/6/2009 23:05 · 28 votos · 3 comentários




O Sol, que nos ilumina
E magnanimamente nos vivifica,
Verte dos olhos oceanos da mais funda dolência:


As guerras e a busca por realeza suprema
Tornam mármore os homens. Oprimindo
A Natureza, transformam-Na no mais furioso Estadão equânime!


Monarca-mor dos estafetas
Da mais sábia e feérica Felicidade, Grandeza,
O Sol, Fonte da mais...
Banco - O MIRANTE DO DESABROCHAR PRECOCE
14/6/2009 16:07 · 30 votos · 2 comentários




Ao descerrar a janela do meu quarto,
Contemplo a paisagem do quintal de casa:
Compleição bucólica em que predomina
Uma atmosfera que cintila ao sol da manhã de crisálida.


Aqui, parece que a alvorada
Se despede mais cedo:
Entrega-se ao arrebate do fogo heliocêntrico
Quando o dia jaz ainda sob o aconchego do leito.


Passados...
Banco - PAISAGEM SEM PLUMAS
12/6/2009 07:48 · 35 votos · 3 comentários



Sinto o olor de uma matilha no encalço do Girassol:
A sequidão por soçobrá-lo é tamanha
Que a canina imagem faminta e ferina
Qual se forma na fonte da minha espiritual retina,
Apesar de intangível por a saber ainda bem longínqua,
Penetra-me na verve como dantesco voraz raio-trovão
E me lancina atrozmente a razão.


No entanto,
O Girassol...
Banco - BAGAGEM, CREPÚSCULO E O DESCONHECIDO
6/6/2009 18:32 · 26 votos · 3 comentários




Tenho cãs nos olhos:
A noção de fugacidade da vida
Arrebata-me pouco depois que saio
Do aminiótico aquário no qual, por meses, residira.


Guardo, dentro das narinas,
O eflúvio da fumaça assassina:
Meu olhar é tragado
Pela viscosa pemeabilidade


Que floresce das vielas
Onde mora o desdém á prosperidade dos desvalidos Girassóis:
Então,...
Banco - DESCONSTRUÇÃO
24/5/2009 19:47 · 36 votos · 3 comentários





Imerso no magnetismo do colchão,
Perco-me numa neblina de sonhos, miragens e vãs divagações.
Quando acordo,
Possuo apenas um poema


De índole vácua:
E sua teia é navalha
Que o corcel da mente escalavra,
Lancina e mata.


Seu legado é o soçobrar do fluído verbo.
Seu legado é a afasia do produtivo fazer poético.
Seu legado é a elisão...
Banco - A JORNADA PARA O HAVEN DO NIILISM
25/4/2009 13:31 · 115 votos · 3 comentários



Rastros de manhã perdida
Pavimentam o caminho:
Sinto --- no gozo que não se torna exequível ---
O naufrágio dos oníricos sentidos.


Em seguida, como se entrasse o Equilíbrio
Num definitivo estado de suspensão,
A Balança de Libra pende
Para o indômito viés da fúria


Muda e eunuca
Uma vez que as pessoas que sonham horizontais...
Banco - ENTRE ALGUM LUGAR(ODE A WALLY SALOMÃO)
2/4/2009 13:04 · 111 votos · 2 comentários


Vérvico galopar
Entre o poroso e o hermético:
Sua mente flui, reflui
Pelas alamedas, ribanceiras
Cordilheiras do Clássico,
Do Moderno e pare, assim,
Um Autêntico Contemporâneo


Fazer Poético
Cosmopolita, Latinoamericano,
Brasileiro, Nordestino, Baiano,
Plenitude do Universo retroagindo-se e se açambarcando!


Seu verso cavalga
Pela estrada da reflexiva,
Filosófica,...
Banco - A ESPORÁDICA MAJESTADE DO INCOMUM
22/3/2009 15:22 · 113 votos · nenhum comentário




Há dias que a retina não controla
A projeção de imagens.
Há dias que a urina infunde
Á leve menção do simples laivo da vontade.
Há dias que a doce e inócua brisa
Escalavra cruelmente a face.
Há dias que a noite
É contínua manhã incólume: a aderente Paisagem!
Há dias que a Escuridão é a alameda
Onde reside a foz de toda a universal verdade.
Há dias que o dia
Aparenta...
Banco - CAMELÔ
13/3/2009 10:46 · 90 votos · 3 comentários


A

Como um menino perseguindo a arraia,
O vendedor ambulante caça as oportunidades que lhe vertem
Sobre a sina de sáfaras.
A diferença é que a criança que persegue com alacridade a danada da arraia,
Por viver no hotel paradise da fantasia,
Se esbalda em mar de brejeirice, picardia.
Enquanto que o bailarino da sub-vida usa por máscara a alegria
Para seduzir...
Banco - A ASSASSINADA ALAMEDA DA PAZ
12/2/2009 15:21 · 83 votos · 1 comentário


Uma estreita faixa de terra
É a senha para uma insana
E sangrenta guerra.


Uma estreita faixa de terra
Apreende, fustiga, coagula
Dois infinitos Rios opulentos de cultura
Que o ódio segrega, fere, lancina, macula!



Uma estreita faixa de terra
Transmuda antigas presas
De dantescas, hediondas
E gasosas sepulturas
Em magos da fotossíntese da era medúsica.


Uma...
Banco - A SEMÂNTICA DO ESCURO
9/2/2009 08:55 · 90 votos · 2 comentários


Avatar sem girassol
Em que o vácuo da claridade prepondera:
O reino da contraluz,
Ao subjugar-nos com o seu viço
De leonina fera,
Faz com que tenhamos o insólito poder
De não estacarmos a nossa visão
Na dimensão da epiderme do oculto,
Mas de forçarmos o olhar
A viajar para muito além
Das vísceras da cratera,
Jacentes ainda no átrio do mundo.


Confinado...
Banco - O CADAFALSO DO POETA
5/2/2009 09:45 · 93 votos · 4 comentários

Não siga alvitres de macróbios poetas somente,
Ainda que deva apreender-lhes o asfalto da sageza
Que, pela estrada da vida, quase sempre pavimentam,
Dispense receber o pólen daqueles que gostem de ostentar
Despotismo camuflado em jardins de onisciência.


Siga-os, mas, deles não seja presa.
Não, de forma alguma, tome a presunção, a prepotência
Por belas...
Banco - KAMIKAZES INCIENTES
17/11/2008 08:12 · 72 votos · nenhum comentário

Guarnecido pelo aconchego do meu quarto,
Um pouco antes do diário espetáculo do exaurir da antemanhã,
Vislumbro frontes jovens, vidas que ainda moram
No reino das cordilheiras da semeadura
Encontrando a inexorável centelha
Da perpétua taciturnidade prematura.



Em conglomerados de aborto habitacional,
Aos pés de semáforos, congostas...
Banco - O CREPÚSCULO DOS DIAMANTES NEGROS
16/11/2008 13:58 · 54 votos · nenhum comentário
A


Não podemos esquecer
Dos corpos que jazem sem cemitério
Por saber ser hábito o genocídio
De negros norte-americanos em tempos pretéritos.

B

Não podemos esquecer
Da inerme ordem pacífica
Que vigorava naquela remota província:
Onde, embora se respeitasse as torpes e indignas regras ferinas,
Era muito forte o ódio que na mente dos filhos da tirania
Silentemente...
Banco - BALÉ DE VOZES
10/11/2008 17:10 · 80 votos · nenhum comentário
A

O celeste breu marinho deita exultante sobre a alameda onde meus pais têm residência:
Porque, desta feita, seu velho sequaz, o silêncio, não o acompanha;
E sim um indomável coral de vozes mancebas, levianas,
Presidiárias da social transparência
Que jazem nos jardins de átomos da esperança,
Onde se cultiva a aurora da manhã humana.

B

Enquanto...
Banco - THE FREE FALL OF THE DREAMS
24/10/2008 14:00 · 75 votos · nenhum comentário
THE FREE FALL OF THE DREAMS


Bicicletas perseguem a linha do horizonte
Uma família, em diáspora, persegue a linha do horizonte
Ao longo do caminho, um membro se tresmalha
Quando, finalmente, alcançam a linha do horizonte,
Descobrem-na orações carentes da soberana sintaxe
Quando, enfim, abraçam o horizonte,
Descobrem-no somente novo reino de vacuidades,
Que,...
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