Em pleno feriado e num dia de sol, a Sala José Marques de Melo, na Bienal Internacional do Livro de Alagoas, ficou cheia para a mesa-redonda "Antropologia, História e Literatura", que aconteceu nesta segunda-feira (01/11), às 16h, com a participação dos professores e pesquisadores Luitgarde Barros (RJ), Bruno César Cavalcanti, Rachel Rocha e Gilda Vilela Brandão.
Em sua apresentação, a alagoana (radicada no Rio) Luitgarde Barros falou sobre a obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, autor que ela estuda desde os anos 90. A pesquisadora afirmou que, "embora tenha deixado uma obra que é um monumento literário de importância fundamental, Os Sertões não se trata de história, e sim de literatura". Ela explicou que foi a Canudos e coletou a história oral com os descendentes dos sobreviventes do conflito e que a Igreja Católica, na época, teria divulgado inverdades sobre Antônio Conselheiro.
Luitgarde destacou ainda que Os Sertões chegou a inspirar o Comunismo chinês (na época, o governo chinês teria adquirido milhares de livros para distribuir entre os chineses) e que Canudos foi o mais bem-sucedido projeto de igualdade social que o País já viu, algo que, segundo a pesquisadora afirmou, Euclides da Cunha jamais poderia entender em seu tempo.
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