Se a onda pequena a quebrar
Na rota madeira do cais,
Não fosse também o mesmo mar
Que assombra os desastres navais.
Se a brisa mais leve a soprar
Nas casas por entre os portais,
Não fosse o tornado a girar
Em loucas volutas mortais.
Jamais poderia entender
O tapa que arde na face
Que o beijo chegou a lamber.
Que um mesmo ser comportasse
A vontade de viver
E a morte da vontade.
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