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Pirilampos - doc
 
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luiz D salles, Diadema (SP) · 4/11/2009 · 47 votos · 4
Pirilampos

Na noite azul pirilampos rasgam a madrugada úmida
As estrelas bailam uma cantiga
Arvores parecem rebuscadas de sonhos e magias
O vento sopra o concreto das construções
e assovia nas frestas das janelas descompostas
um ar gélido toca a lua e a faz ficar tétrica
Seres noturnos cortam o céu
som de asas estremecem as comunheiras da noite
A caça corre para o abismo
O tempo escorre
é escasso O tempo é o instante das horas
As arvores dormem nos silêncio de seus pensamentos
Preocupadas com o amanhã
Que vira pelas mãos dos homens
Na noite azul de pirilampos
á iluminar as trevas do viajante Perdido
Entre florestas de prédios e viadutos corroídos
Contaminados pelo enxofre das chaminés
Pelo acido epidêmico dos rios sólidos
Pela transformação anímico da esperança
Busca o que antes fora natural no momento divide o espaço
Com jatos turbinados de tecnologia e velocidade ultrajante ;;;
Pousam em rastros de petróleo e solo impermeável
Na noite de pirilampos que desenha com fachos de luz
Os caminhos entre as estrelas e os olhos da criança
Deitada no colo ouve a melodia
E uma nevoa cobre - a de sonhos
E o menino dorme
Um dia na noite azul sem pirilampos
Povos sonharam e contarão historias de uma luz fluorescente
Sobre um ser que iluminava as florestas
Aquecia os corações das crianças
e preenchia as lacunas No horizonte plano
O Homem se esconde no deserto


Luiz D Sales



tags: Diadema SP literatura


  Arquivo Word - 27 Kb

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Autoria:
Luiz D Sales

E- mail ziuul@hotmail.com

 
Muita poesia nos versos com cadência de música. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 3/11/2009 19:22
Belo poema!
Votado.
Abs.

Betusko · São Paulo (SP) · 4/11/2009 14:13
Luíz, já me encantastes com "Ecos do Silencio" E agora, Pirilampos. Fico na expectativa de outros. Votei.

clara-mei · Vitória (ES) · 5/11/2009 10:19
O poema é bom, porém, tenho algumas considerações, se me permites... é algo que converso muito com o Américo Leal, que já abordou, creio eu, esse tema aqui no site: sobre os adjetivos. Temo, como o companheiro, que os adjetivos possam tolher a profundidade do verso. Por exemplo, já no primeiro verso encontramos duas vezes essa situação: " Na 'noite azul' pirilampos rasgam a 'madrugada úmida' ". O que você me diz?
Está votado e um forte abraço!

Jorginho Quadros · Paragominas (PA) · 5/11/2009 11:48
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