A linguagem, bem urdida, é o pano de fundo dessa bela e pra lá de sensível história. Habilmente trabalhada, ela permite que o roteiro idealizado pelo narrador seja executado com maestria e envolve o leitor de uma forma tal que as dores do personagem, seu sofrimento imenso, sua nostalgia, suas culpas e desculpas deixam de ser dele e se tornam nossas, de cada um de nós que lê. Lindo, triste, belo, forte, sensível, profundo, a devassar nossos segredos, tão bem guardados dentro de uma caixa. Importante ler.
Tê Pessoa · Belo Horizonte (MG) · 22/11/2008 19:30