Nadas e pedras
Basta ser plenamente
Para reconhecer no nada
Aquele tudo que faltava.
É como a pedra
Que se mostra nua e exuberante,
Mas que a polidez do ignaro
Recusa um olhar perquiridor.
E pedra
Que é toda movimento e doação,
No seu mimetismo de amor
Espelha nossa paralisia...
Por isso o nada só responde
Para aquele que nada quer
E as pedras dançam e falam
Ofertando segredos àqueles que tem fé.
Lourenço da Ressureição
São Francisco de Assis
São João da Cruz...
Jesus, o Cristo, de Nazaré
E nós, torrões,
Tentando ficar de pé.
milton Filho, 2009
tags: Ribeirópolis SE literatura