"Encontro na madrugada sem lua" está em meu primeiro livro (Contos de homem).
Há uma história pitoresca em torno dele. Meu pai abriu meu livro justo nesse conto. Eu não sabia disso e na primeira oportunidade que tive perguntei-lhe se gostara do meu livro. Ele disse que não lera, pois a primeira frase com que deparou foi: "Meu pai morreu". Achou por bem não continuar.
Hoje, meu pai não passa de uma lembrança. Se às vezes precisamos, no campo simbólico e psicológico, matar o pai, noutras precisamos ressucitá-lo, mas esta é muito difícil, se não for impossível.
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