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Em Horas Desertas - parte III - doc
 
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Nelson Falcão, Natal (RN) · 3/11/2009 · 28 votos · 3
III

E o Tempo pára e eterniza a dor,
esta Horda cuja maior essência
subexiste na plural existência,
demônio de mil rosto e um terror:

o gradativo roubo do rubor
que dá cores à diária vivência
e ajuda-nos a agüentar a falência
que arrasta-nos para o fim com furor.

A dor é Legião, pois muitas são,
angústia, sofrimento, solidão...
agonia, aflição, mágoa, transtorno...

E a Solidão, só mais uma das dores,
vestida com a noite e seus tumores,
furta o meu reflexo e o meu contorno...



tags: literatura


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Nelson,

A dor é o nosso principal aguilhão para nos alçar ao cume das montanhas morais e espirituais, pelo menos nesse estágio evolutivo, planetário, que nos encontramos! Mas, claro, que para almas mais sensíveis é o amor, esse de fato, é o abridor de latas, dos segredos, o navegador dos sete mares, a Pedra, o grande segredo..e por aí vai...Mas tudo vai acabar bem, porque é uma tendência do progresso evolutivo do homem. Por isso sua poesia é transcendental, porque fala de tudo isso e mais alguma coisa....Mas paro por aqui pra não ser chato!.rsrs

abs, luz, harmonia, paz, MF.

Milton Filho · Ribeirópolis (SE) · 31/10/2009 13:21
Já dizia meu amigo Augusto dos Anjos. . . rsrs

Chato? Que nada! Achei seu comentário muito apropriado. . .

Muito obrigado pelas palvras e sua arquitetura. . .



Nelson Falcão · Natal (RN) · 31/10/2009 20:15
Rimas perfeitas, métrica coerente, lindo soneto. Votado. Abraços

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 2/11/2009 16:07
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