Para algumas mulheres não há diferença entre amor e obsessão. Entregam-se completamente ao amante, deixando pelo assoalho do seu lar células mortas, lembranças de antes de conhecê-lo, poeira do futuro...Elas se jogam na piscina e depois refletem sobre a existência da água ou de apenas azulejos e ralos. Alimentam-se do olhar, caminhar, dormir, comer, adoecer, pular, gritar e de todas as ações e intenções de seu amado. E quando percebem que serão largadas num canto do mundo para o nunca-mais-adeus, transformam-se em bichos: Umas, borboletas. E morrem vinte em quatro horas. Outras, bem, outras em aranhas da cor do sangue.
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