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A um Médico de Almas - doc
 
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Nelson Falcão, Natal (RN) · 5/11/2009 · 25 votos · 3
A um Médico de Almas

– A abóbada celeste está pesada demais!
Como resgatarei o ancestral totem da paz?
– Amaldiçoaste a ti mesmo, é tudo tua culpa!
Foi o Primeiro Motor de tua alma estulta!

– O que a dor impulsionava-me a te pedir
era tão somente uma penicilina panacéica.
Nada poder-me-ia oferecer, ah! mon cheri,
a tua pútrida e fétida mente gonorréica!

– O que esperavas tu de mim? Indulgência?
– Mais nada! Já ofertaste-me a cristã clemência!
Graças a teu Deus por ti não fui eu ouvido.

Senão, estaria eu agora, infausto, a lamentar
o caro segredo que aos amigos é peculiar.
E Seu mínimo critério arrebatar-te-á ao Limbo!



tags: literatura


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Amigo Nelson... está votado!
Leitor inveterado do mestre Augusto dos Anjos?


Jorginho Quadros · Paragominas (PA) · 4/11/2009 14:55
'Não sei se a abóbada celeste impulsionada, esperava arrebatar-se ao Limbo.' Mensagem do Mestre. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 4/11/2009 18:24
Nelson,
Belo soneto.É um Rap, é só cantar.
Votado.

Betusko · São Paulo (SP) · 5/11/2009 23:11
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