A um Médico de Almas
– A abóbada celeste está pesada demais!
Como resgatarei o ancestral totem da paz?
– Amaldiçoaste a ti mesmo, é tudo tua culpa!
Foi o Primeiro Motor de tua alma estulta!
– O que a dor impulsionava-me a te pedir
era tão somente uma penicilina panacéica.
Nada poder-me-ia oferecer, ah! mon cheri,
a tua pútrida e fétida mente gonorréica!
– O que esperavas tu de mim? Indulgência?
– Mais nada! Já ofertaste-me a cristã clemência!
Graças a teu Deus por ti não fui eu ouvido.
Senão, estaria eu agora, infausto, a lamentar
o caro segredo que aos amigos é peculiar.
E Seu mínimo critério arrebatar-te-á ao Limbo!
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