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REVOLUÇÃO NA ARTE DA ESCRITA
 
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Mirokca, Salvador (BA) · 30/10/2009 · 46 votos · 11
REVOLUÇão NA ARTE DA ESCRITA
Primeiro os livros eram cunhados nos tijolos,depois foram os pergaminhos,seguidos pelo livro impresso que dura até hoje e onde nós escrevemos nossas mal-traçadas linhas.Mas,agora vem ai a novidade definitiva:o KINDLE DX ,da Amazon.
Editores, livreiros, livrarias,tremei!Uma revolução parece estar a caminho.
Há muito se fala no livro digital; muitas tentativas nesse sentido já foram feitas.O próprio Kindle já passou por muitas alterações; o nº1 trouxe novidades,mas,não emplacou,o nº2 é só uma versão mais avançada do nº1,porém o DX,com um monitor de 24,6 centímetros, esse vem para abalar Bangú.A Amazon apostou tudo nele.Será que vai aposentar o livro impresso para sempre e reduzi-lo às paredes das bibliotecas e museus como seus antepassados os palimpsestos e pergaminhos?
A vantagem do livro impresso é incontestável.É um ícone da cultura e como todo apaixonado leitor sabe,nada se compara ao prazer de abri-lo,folheá-lo,cheirá-lo.
O prazer que me dá entrar na biblioteca e vê-los quietinhos nas suas prateleiras,arrumadinhos,discretos,esperando para ser manuseados,aqueles amigos que me proporcionam o luxo de conversar com os cérebros mais importantes que já passaram por este mundo.
Estes livros são também a história da minha vida;todos assinados e datados por mim,lembro-me do dia e do local onde foram comprados,alguns autografados pelo autor,outros com dedicatórias carinhosas dos meus amigos.
Soma-se a essas ,outras vantagens: funciona sem bateria,dispensa manual,suporta quedas é barato e pode ser rapidamente substituído.Tecnologicamente,é perfeito!

Possui um inclinômetro que permite girá-lo de lado ou pô-lo de cabeça para baixo.
Só o preço 500 dólares, mais taxa de importação,assusta um pouco.
O aparelhinho dará ao leitor acesso a 200.000 livros digitais, baixados em apenas 60 segundos e conecta-se
automaticamente a uma rede wireless de telefonia celular 3G;a ligação não é gratuita ,mas,o preço está embutido no preço do livro e pago por cartão de crédito no site da Amazon.
Dado ao enorme crescimento dos livros digitais os editores brasileiros estão em pânico;o último livro de Dan Brown foi lançado no modo impresso e digital;este último vendeu muito mais.
E, nisso tudo,como fica o autor?Nossos livros terão seus direitos de publicação,comprados pela Amazon?
O pequeno autor chegaria lá?
Existe a AmazonEncore ;com base nas vendas dos livros no seu site ,ela identifica os livros com bom potencial de vendas e os leva para o e-reader.É uma espécie de caça-talentos feito eletronicamente.
No Brasil, o custo do livro impresso é proibitivo;para o novo escritor sem recursos,publicar torna-se um sonho quase impossível e a distribuição é o nó górdio do escritor;vender seu livro,eis um circulo que escapou a Dante.
Já para acessar um livro no Kindle,paga-se apenas $9.90;pode ser desde a Divina Comédia até aqueles versos do seu colega de trabalho que rima amor com dor.
E já estão tentando melhorar o livro digital; querem fazê-lo colorido.Meus caros colegas,vocês já se atreveram a perguntar o custo de um livro colorido ou com gravuras pelo método impresso? Eu já- e minha pressão subiu e até hoje não voltou pro lugar.
Que venham as novidades! Porém,eu creio que a nossa geração não vai abrir mão do livro impresso;já nossos netos e bisnetos...
Se o livro é o pão do espírito,acho que o kindle nosso de cada dia ainda vai demorar um pouco a aparecer,




tags: Salvador BA literatura


 
Concordo contigo.Acho que ainda preferimos tocar , ter o livro nas mãos...Lindo artigo!beijos chica

Rejane Chica · Porto Alegre (RS) · 27/10/2009 17:12
Ainda hoje os trens que não são bala viajam sobre trilhos que têm as medidas de entreixos das bigas romanas, porque foi essa imposição da indústria colonialista inglesa. Quanto aos livros, pode-se rimar amor com flor e publicar em papel que haverá leitores, sem dó alguma, posto que o computador inda demora pra chegar à maioria dos de baixo, que é quem precisa. E o os olhos cansam menos a cada folha que a cada tela paginada, assim com as frescas do mar ou da serra, não zinavram as páginas de ua publicação bem conduzida em bolsa plástica.
Alguns dirão que consumimos árvores... Plantemos as ditas, em reposição.
Hidrelétricas inundam florestas, bosques, matas, campinas, definitivamente, até que algo substitua aqueles imensos lagoões.
Palmas pra ti!


Adroaldo Bauer · Porto Alegre (RS) · 27/10/2009 18:08
Mirokca,
É muito pertinente seu artigo. Estamos todos esperando o desdobramento desse avanço tecnológico na área editorial. É importante pensarmos em direitos, bem como na estabilidade dos profissionais dos setores afetados por essa nova demanda de produtos virtuais. Acredito que respeitadas certas proporções, a democratização do acesso aos livros é mesmo um bem salutar do qual não podemos abrir mão.O bom senso, a ética e a busca de soluções para os setores que sempre estiveram engajados no setor livreiro é crucial.
Comumente acusamos os setores tradicionais, e, eu tenho sido um desses, porque manifesto o desejo de maior inclusão do novo autor,contudo não ao preço do sacrifício e da opressão de um modelo massificador monopolizante.
Acredito no algo além do livro impresso, no sabor diferenciado da sua leitura e no resultado da alquimia das palavras com as diferentes bases de composição do impresso, no entanto, sabemos que será inevitável a permanente inserção do livro digitalizado. É mais do que uma tendência, uma necessidade. Se olharmos por um outro lado, vemos a nova tecnologia oportunizar o menor abate de árvores, reduzir espaços para estocagem, impulsionar jovens conectados a descobrir a leitura de um bom livro com um só clicar.
Penso que ainda não é tão atrativo quanto o livro, mas poderá sê - lo com a associação de outras tecnologias como a leitura em animação ou investimento do seu uso na sala - de - aula. Mas até lá, as editoras também terão inovado e encontrado um excelente caminho para tornar o livro mais atrativo e mais acessível, creio.

Abraços, querida.

É uma boa briga. Torço pelo leitor e pelo escritor. O meio de uní - los seja qual for terá vencido uma grande batalha, a maior, a de educar uma nação com livros.
Tenho dito.

Bruno Resende Ramos · Teixeiras (MG) · 27/10/2009 18:55
Verdadeira polêmica literária esta, com início, mas sem vislumbres de um final feliz. Votado.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 28/10/2009 15:48
Isto é, voltarei para votar.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 28/10/2009 15:49
Agora sim. Votei com louvor.

Paola Rhoden · Brasília (DF) · 29/10/2009 21:40
Até uns vinte trinta anos atrás parece que a gente tinha mais tempo para se adpatar às mudanças trazidas pelo desenvolvimento tecnológico. As coisas, de repente se aceleraram de tal forma, que aguçam o nosso saudosismo mais do que a nossa capacidade de adaptação.Isso não quer dizer também que temos que aceitar passivamente toda a tecnologia como sendo a redenção da humanidade. Essa nossa geração ainda vai continuar preferindo o livro de papel pelas suas razões e muitas outras. Excelente o seu artigo. Abraço, Paz e bem. Está votado

José Cláudio · Belo Horizonte (MG) · 30/10/2009 05:14
Pertinentíssimo seu artigo. Me pus a pensar... Será que não estamos um tiquinho ou muito errados? Eu aprendi a gostar de ler, penso que não nasci gostando da leitura, no entanto a falta de irmãos e até de brinquedos e a família muito velha para uma criança, levou minha mãe a conduzir-me pelo mundo das histórias em quadrinhos e depois pequenos livros de crônicas e depois poemas de Cecília Meireles... Não me lembro de não gostar, mas lembro que não fosse o estímulo, teria outro tipo de relação com os papéis, livros e palavras... Naquele tempo, o livro só concorria com os brinquedos e brincadeiras, mas para dar sossego às mães, não havia concorrentes. Será que não Permitimos o computador, por ele nos assegurar pressupostamente algum sossego? Será que essa postura não faz com que os livros percam de antemão essa batalha anunciada? Com tantas vantagens... Ainda acho que o jovem se manterá fiel aos jogos e entretenimentos da net em detrimento da literatura. Esse livro eletrônico aí, quebrará um galhão ao aliviar o peso das mochilas dos estudantes. Nós continuaremos com o velho e bom papel e que se plantem mais árvores que passemos aos nosso filhos e netos o sabor de se pegar num livro.

Obrigada querida, pelas reflexões que seu artigo me proporcionou, pela visita que fez ao meu artigo.
Voto ok pra você mas vamos ajudar nosso amigo livro a reagir! Abraço

Rozzi Brasil · Rio de Janeiro (RJ) · 31/10/2009 02:17
mINHA CARA AMIGA,MINHA INFANCIA FOI PARECIDA COM A SUA;SAFEI-ME DA SOLIDÃO C/OS LIVROS.dESDE Q/RECEBI AS OBRAS DO LOBATO,NUNCA MAIS PAREI DE LER;O CHEIRO DO LIVRO,AS LOMBADAS COLORIDAS,A CERTEZA DE UMA VIAGEM MAGNÍFICA A CAMINHO DO CONHECIMENTO,ATRAVESSAR ESSE PORTAL É Q/ME FAZ FELIZ.ESCREVER FOI SÓ CONSEQÜENCIA.PRAZER EM CONHECÊ-LA. BJS

Mirokca · Salvador (BA) · 31/10/2009 09:14
Oi, minha linda!
Então você não pode reproduzir esse comentário na minha página?

É tão lindo e mostra nossas afinidades! E incentivaria um intercâmbio de leitores...
Eu ainda não conheço muito bem as a "netqueta" desse espaço, mas estou muito feliz em estar por aqui!
Abraço

Se houver alguma limitação ou não achar pertinente sem problemas.

Rozzi Brasil · Rio de Janeiro (RJ) · 31/10/2009 11:44
Mirokca,

Todas as vezes que compro um livro, abro-o e enfio o meu nariz entre as páginas. Delicioso demais! Sei que não vou perder esse prazer porque não dá mais tempo de acabar com essa forma de leitura. Serei um privilegiado, então, porque também adoro tecnologias, e, sendo assim, curtirei as duas faces da moeda, uma festa pro meu coração. O progresso é como um trator de esteira, passa por cima dos atrazados sem dó nem pena, o que é bacana, porque estaríamos nas cavernas não fosse isso! O mundo está se transcendentalizando e a tecnologia faz parte desse impulso natural do homem, é ferramenta de crescimento e progresso moral, intelectual, técnico e espiritual e por aí vai...Tudo é virtual mesmo! Nada é concreto! E o segredo é mental! Tudo no espírito. Que venham, então, as placas eletrônicas, e viva a natureza!
Seu artigo é uma delícia, e, engraçado isso, eu o li aqui nessa página etrônica do Portal!...

abs, uma luz boa e paz e saúde, MF.

Milton Filho · Ribeirópolis (SE) · 5/11/2009 13:02
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