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Luis Eduardo Matta debate "Literatura e Entretenimento", na XIV Bienal do RJ
 
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Cá Brogli, São Paulo (SP) · 3/9/2009 · 27 votos · nenhum

Luis Eduardo Matta debate “Literatura e Entretenimento”, na XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro

Em sua 14ª edição, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro contará
com uma programação cultural diversificada, repleta de novidades, mas abre
espaço também para eventos tradicionais como o Café Literário, um bate-papo
com autores de diferentes vertentes. No sábado (19/9), a partir das 12 horas,
Luis Eduardo Matta, um dos autores da Primavera Editorial, participará de um painel sobre “Literatura e Entretenimento”. A Bienal – que acontece de 10 a 20 de setembro, no Riocentro, e homenageia os Estados Unidos – reunirá mais de 100 autores brasileiros e 18 estrangeiros, que participarão de debates, sessões de autógrafos e encontro com leitores.


Um dos expoentes do romance de suspense não-policial do Brasil, Luis Eduardo Matta, participará da XIV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. O autor, integrante da programação cultural oficial do evento, participará do Café Literário, em 19 de setembro, a partir das 12 horas, painel que terá por tema “Literatura e Entretenimento”. Com a curadoria do crítico, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e poeta, Ítalo Moriconi, o Café Literário reunirá autores nacionais e internacionais em torno de bate-papos com os leitores; um diálogo direto entre autores e o público. A Bienal – que acontece de 10 a 20 de setembro, no Riocentro – reunirá mais de 100 autores brasileiros e 18 estrangeiros.

Segundo Luis Eduardo Matta, um dos autores da Primavera Editorial, o tema literatura e entretenimento é inegavelmente delicado, pois mexe com os fundamentos da literatura brasileira e contesta os rumos tomados pela produção literária nacional. Na opinião do autor, ao longo de décadas, o setor imputou ao livro o status de obra de arte, de denúncia ou espaço para experimentação, catarse ou reflexão, desvalorizando-o como objeto de lazer, capaz de preencher as horas livres do cidadão comum com momentos de diversão e distração. “Não temos no Brasil uma tradição de literatura de entretenimento. A literatura brasileira é extraordinária, mas muito sofisticada. Com isso, os leitores comuns acabaram migrando em massa para a literatura estrangeira. Eu pergunto: será que nós, brasileiros, somos incapazes de escrever como Danielle Steel, Sidney Sheldon ou Dan Brown? Escrever boa ficção de entretenimento é difícil, mas os brasileiros podem fazê-lo muito bem”, defende o autor que, em outubro, lançará o livro “O véu”, pela Primavera Editorial.

Inspirado em José Paulo Paes, um dos mais importantes críticos e pensadores literários brasileiros do século XX, Matta tornou-se defensor do que batizou de Literatura Popular Brasileira (LPB) – formatada aos moldes da Música Popular Brasileira (MPB) que, a despeito da declarada não-erudição, se firmou como paradigma de qualidade e excelência. O autor chama a atenção, também, para a importância de dessacralizar o ato de ler. “Ao longo do tempo fomos construindo uma aura de deferência em torno do ato de ler; um verdadeiro ritual religioso de ode ao conhecimento e à grandeza da alma e da mente. Todo esse cerimonial sempre me incomodou por inúmeros motivos e o principal é o fato de ter, desde a infância, uma forte relação de intimidade com os livros, ou seja, o ato de ler sempre me foi natural”, afirma Luis Eduardo Matta, que promete detalhar esses e outros assuntos no Café Literário.


Luis Eduardo Matta
Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1974, cidade onde atualmente reside. Descendente de libaneses pelo lado paterno, o autor iniciou a carreira literária em 1993, aos 18 anos, com a publicação do livro Conexão Beirute-Teeran, um thriller com nuances policiais, ambientado no pós-guerra do Líbano. A obra contou com prefácio de Mansour Challita, ex-embaixador da Liga dos Estados Árabes e uma das principais autoridades no Brasil em temas ligados ao Oriente Médio. Considerado uma das vozes mais criativas e originais da nova literatura nacional, Matta escreve em um ritmo frenético: isolado no escritório, em Copacabana, sempre às voltas com os enigmáticos enredos de suas histórias. Em poucas ocasiões, pode ser visto passeando discretamente pelas ruas e alamedas do Rio de Janeiro – a cabeça a léguas de distância à espera da visita inesperada de uma ideia arrebatadora, capaz de alterar o destino de suas personagens e o rumo de sua narrativa.

Luis Eduardo Matta publicou, em 2002, o livro Ira Implacável: Indícios de Uma Conspiração, romance de suspense e espionagem que versa sobre uma conspiração terrorista internacional ambientada no Brasil, nas Nações Unidas e no Oriente Médio. Em 2005, lançou 120 Horas – um thriller de mistério, drama, intrigas políticas e familiares; enredo no qual o mundo da alta-costura e os bastidores do tráfico internacional de armas e material atômico servem de cenário para o desenvolvimento de uma sórdida trama conspiratória. Dois anos mais tarde, em 2007, Matta publicou o thriller Morte no Colégio sobre a investigação de um assassinato que teria ligações com a busca por antigos manuscritos que comprovariam a existência do mítico continente perdido de Atlântida. A obra marcou a estreia do escritor na ficção juvenil. O segundo e terceiro títulos para o juvenil – Roubo no Paço Imperial e O Rubi do Planalto Central – foram publicados, respectivamente, em 2008 e 2009.

Em paralelo às atividades literárias, Luis Eduardo Matta se dedica, desde 2003, à redação de artigos e ensaios, publicados em diversos sites e revistas, sendo colaborador contumaz do portal de cultura Digestivo Cultural. Inspirado em José Paulo Paes (1926-1998), um dos mais importantes críticos e pensadores literários brasileiros do século XX, Matta se tornou defensor da consolidação, no País, de uma tradição de literatura de entretenimento. O autor batizou o “manifesto” de Literatura Popular Brasileira (LPB). Os polêmicos ensaios sobre o tema – publicados em 2003, 2004 e 2006 – deflagraram um debate que ganha força e conquista simpatizantes e detratores.

A gradativa consolidação da carreira literária de Luis Eduardo Matta – um apaixonado pela ficção de mistério desde a infância – materializa um antigo sonho do autor: ver surgir um thriller genuinamente brasileiro. A decisão de abraçar o ofício da escrita, no começo da década de 1990, veio acompanhada de um forte desejo de enveredar por um universo ficcional. Com uma abordagem contemporânea e um estilo ágil, sutil e refinado, Matta confere ao thriller uma fisionomia brasileira sem despojá-lo das características fundamentais do gênero universal. O "thriller verde-amarelo", defendido pelo autor, já é uma realidade.

Primavera Editorial
Criada em 2008, a Primavera Editorial possui um catálogo formado por obras de diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira, e policiais, entre outras. Entre as características da jovem editora estão a inovação e o pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica. Com a proposta de associar a leitura ao entretenimento e lazer qualificado – assim como o cinema, teatro e artes plásticas –, a Primavera Editorial possui um catálogo peculiar, composto por obras de autores nacionais e estrangeiros que têm por linha mestra a produção de uma literatura moderna e de qualidade ímpar, que evoca hábitos e costumes de diferentes povos e épocas; uma literatura instigante e criativa, que se transforma em uma maneira lúdica e pouco convencional de entender melhor a influência das culturas na formação dos povos.

Com o selo Biz, alusivo à palavra business, a Primavera Editorial destaca obras relevantes à gestão de negócios. O selo Edu, uma referência à educação, foi criado pela Primavera Editorial para representar o investimento e a contribuição da editora no segmento de não-ficção. Em 2008 e 2009, a editora lançou títulos de sucesso como La llorona (Marcela Serrano, Chile), 31 profissão solteira (Claudia Aldana, Chile), Solstício de verão (Edna Bugni, Brasil), A décima sinfonia (Joseph Gelinek, Espanha), As duas faces da abóbora (Caco Porto, Brasil) e Há muito que contar… aqui (A. L. Kennedy, Escócia); pelo selo Biz, o “Manual de Gentilezas do Executivo – Como pequenos gestos constroem grandes empresas” (Steve Harrison, USA) e “As 3 leis do desempenho - reescrevendo o futuro de seu negócio e de sua vida” (Steve Zaffron e Dave Logan); o primeiro lançamento do selo Edu é o livro “O anel que tu me deste – O casamento no divã” (Lidia Rosenberg Aratangy).

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