Publicado originalmente por Miguel do Rosário, no blog Óleo do Diabo, em 24 de novembro de 2008.
Acho que qualquer texto ou discurso sobre a morte é um clichê. Pouparei-vos, portanto, disto. Anuncio aqui o falecimento de um grande amigo, Leonardo Martinelli, aos 38 anos, neste fim de semana. A causa da morte ainda não foi devidamente esclarecida, mas ao que parece foi consequência de sua vida desregrada & excessos. Leo era um grande poeta e um ser humano fascinante. Abaixo alguns links de artigos, poemas, dele e sobre ele.
1)
http://www.jornaldepoesia.jor.br/lmartinelli1.html
2)
http://www.germinaliteratura.com.br/livros_scomum_por_lmartinelli.htm
3)
http://revistamododeusar.blogspot.com/2008/11/leonardo-martinelli-1971-2008.html
4)
http://www.portalliteral.com.br/artigos/lu-menezes-indica-leonardo-martinelli
5)
http://incomunidade.blogspot.com/2007/05/leonardo-martinelli.html
6)
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/cultura/livros/0034.html
7)
http://www.cosacnaify.com.br/noticias/verdadedapoesia.asp
Por fim, o blog do Leo era este:
http://maformacao.blogspot.com/
Outras informações sobre Leo:
Nasceu, estudou e morreu no Rio de Janeiro.
Formou-se em Letras/Literatura na UERJ.
Publicou um livro de poemas intitulado
Dedo no Ventilador (Bem-te-vi).
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quarta-feira, outubro 29, 2008
ELEGIA/ACC
Não,
Ana, nem
vem que não
tem: que
há para celebrar?
Teu salto
descalço na piscina
vazia?
As vinte e poucas
edições de tuas
obras
incompletas?
Os poemas
em
tua homenagem,
as mil e
uma teses de mestrado
calcadas
nas entrelinhas
do teu
desespero?
Não, Ana. Esqueça.
Sabe das novas? Armando
vai bem, Eudoro
também, Angela lhe quer
bem, mandou
um beijo
inclusive -
disse que lamenta,
infelizmente
não
pretende
comparecer ao
enterro
de tua última quimera.
Isso é meio
cruel.
E daí? Foda-se,
Ana C.,
você exaspera
qualquer um
com dúvidas, dívidas
filhos e culhões
com esses ares
de sereia pré-rafaelita
perdida
no Baixo Gávea -
tanto
tesão, meu deus
tanto ardor e
catecismo sex drugs
and rock'n'roll
pra quê
caralho! - tudo
se esvai
num brinde inútil
ao Vazio.
Você não merece nem
um poema frio.
Nem flores de outubro
a teus pés.
Tudo bem, deixa
quieto. Mantenha contato,
o povo daqui
ainda gosta muito
de ti.
Vê se muda de ares -
abraço,
Leo
Publicada por Leonardo Martinelli em 7:44 PM
tags: Rio de Janeiro RJ literatura leonardo-martinelli poesia poeta falecimento